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A ansiedade que nos consome
Vivemos tempos de instabilidade. Tempos em que o medo aparece com facilidade e, muitas vezes, sem pedir licença. E quando o medo entra a mente começa a rodopiar. Rodopia como um animal feroz que se encontra enjaulado. Cheio de força, cheio de vida, mas sem espaço para ir. Fica ali - às voltas sobre si próprio. E, de certa forma, também nós vivemos assim. Rodopiamos entre o hoje e o amanhã. Olhamos para o futuro e voltamos ao presente. Voltamos ao presente e voltamos a imaginar o futuro. Nesse movimento constante nasce a ansiedade. Mas o hoje - este momento simples que está aqui - pode ser confortável ou profundamente desconfortável. Tudo depende da lente com que escolhemos olhar. Podemos olhar o mundo a partir do medo. Ou da verdade. A partir da experiência viva do corpo. Ou das ilusões que habitam a mente e os ecrãs. A forma como te condicionas a ver o mundo acaba por moldar aquilo que recolhes dele. E às vezes pergunto-me se o mundo que vemos lá fora não será também uma projeção silenciosa daquilo que somos cá dentro. — Que mundo estás a alimentar quando deixas a tua mente rodopiar? 12.03.2023 #humanreset #epifaniareflexiva #blog
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AutorEste é um espaço de escrita e partilha, em forma de blog, onde dou forma às reflexões que me atravessam sobre o que é ser humano. Arquivos
Junho 2026
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